quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Abrindo e refletindo além do voto...

VOU ABRIR MEU VOTO mas antes preciso pontuar algumas coisa  que penso sobre política:
Acaso não existe: 30 anos que seu voto para presidente foi conquistado


1)  O debate  precisa ir mais fundo e tocar em coisas mais contundentes... como mudar a cultura do clientelismo; precisamos ver que a política  vai além do voto está nas atitudes cotidianas (como me relaciono com meu  bairro,  quias são os espaços que ocupo e manifesto minha opinião pelo bem comum). URGENTE qualificar nossa democracia com uma reforma política já.

2) Necessário  entender que o mal da corrupção não está em um partido somente, mas também numa cultura que preza por muita reclamação e pouca ação proativa na vida pública,  na ânsia de se manter no poder e na falsa esperteza do caminho mais rápido.

3) Avanço social  não é  somente  estimular o consumo a uma parcela da sociedade sem pensar em impactos ambientais. A vida  nas cidades precisa ser repensada,  melhorar a mobilidade não é construir viaduto e nem dar incentivos fiscais para compra de automóveis.  Solução passa por transportes de massa,  bicicletas, mas também um estimulo  e atitudes que repensem a cultura do conforto, do carro  e pensar de forma diferente a nossa relação com os espaços da cidade.


4) Precisamos mudar urgentemente o nosso modelo de comunicação e jornalismo. Atualmente impera no Brasil aquele que não declara abertamente suas inclinações ideológicas (nos EUA por exemplo sabemos se um veículo tem uma linha republicana ou democrática e isso é dito abertamente). Na maioria dos veículos  da grande mídia predomina um arremedo de imparcialidade onde há uma censura velada e  claras inclinações ideológicas.  Um marco regulatório das concessões públicas precisa ser discutido urgentemente.  Apesar de ilegal muitos veículos pertencem a famílias de quem detém algum mandato ou a laranjas ligados a prefeitos, governadores e outras figuras políticas.

5)  Tá sabemos e cansamos de ouvir: a solução passa por educação.  Mas não debatemos qual o modelo de educação.  Será  que ampliar somente os turnos resolve?  Como tornar a escola um espaço interessante?  Como a arte e a sabedoria da vida podem fazer parte do conhecimento vivenciado e saboreado na escola? Até  que ponto estamos formando cidadãos ativos, estimulando a participação, e formando pessoas que sabem fiscalizar e cobrar do poder público? E sim Educação é algo mais amplo que a escola.

6) TODOS ... mas todos precisamos ainda qualificar nossa participação. Sempre  podemos fazer além do que fazemos para ter uma  rua, um bairro, um país melhor.  Mesmo se quem nos votamos não tenha ganhado. A obrigação da cobrança é a mesma, assim como a necessidade de compreender que o Estado é insuficiente para resolver todos os problemas. Precisamos fazer nossa parte.

Diante da atual conjuntura, com muitas críticas e ressalvas... sim  voto em Dima 13.  Não concordo com muitas coisas (Copa da Fifa,  falta de um Plebiscito da Reforma Política, avanços mais contundentes nos cinco pontos do discurso presidencial em Junho de 2013) ... mas  uma coisa é certo o espaço de diálogo e políticas públicas avançaram historicamente como nunca se avançou nos 12 últimos anos e reforço que os méritos disso não são somente da gestão do PT, mas inclusive das pressões da sociedade organizada e dos movimentos sociais.


domingo, 10 de agosto de 2014

O que um pai pode aprender e ensinar...

PAI - Impressionante como uma palavrinha de apenas três letras pode deixar a gente sem palavras explicar, entender, definir tantos sentimentos.   Amar de uma forma diferente, ver os seus gestos em outra pessoa, sentir-se forte por proteger.   Agradeço sempre ao Pai Infinito e Supremo  pelo privilégio de ser filho de José Paulino que com a cabeça cheia de poesia e vida me ensina a ver a beleza na simplicidade.  Agradeço também pela oportunidade  de ter um filho como Heitor que ilumina com seu sorriso cada dia de cansaço do meu quotidiano.   Renovação.. esperança... amor... paciência.. saber buscar o que há de melhor na gente para passar para outra pessoa que amamos.

Outra aprendizagem é perceber que os filhos precisam de seu espaço. Como no momento dos primeiros passos.   É um  desafio  danado ver aquele pingo de gente  naquela dança vacilante  de enfrentar a gravidade.   Um desafio de saber soltar a mão e deixar seguir andando, mas nunca perder de vista.  Acho que essa  é um filosofia que levamos para a vida toda quando queremos exercer um sentido mais profundo do amor. Deixar  crescer entendendo que cada ser é único,  que minha vontade é uma e a dele, muitas vezes, poderá ser outra.  Entender que o filho  tem seus  momentos de crescimento próprios.  Aprender a sentir  a dor dele sabendo dizer "vai passar". Assim como também receber o seu sorriso e sentir a sua felicidade como sendo também sua.

Primeiros passos no caminho desta vida:  lição dupla para pai e filho
Se tivermos atentos percebemos como a força do nosso exemplo, do nosso gesto reflete nele. Assim como muitas vezes vejo meu pais em mim, seus valores seus trejeitos quando encaram algo.  Mia Couto (escritor moçambicano)  disse que um provérbio que há naquelas terras:  "o outro é o espelho
onde eu me faço".  Somos únicos,  mas estamos todos ligados de alguma forma. E cuidar de alguém que amamos dentro de casa é uma lição bonita, trabalhosa, mas muito rica que podemos levar para  além de nossa família.  Deus nos dá o desafio de amar dentro de casa, para estender isso além dela para toda  humanidade.

Muitos amigos também são papai de primeira viagem (nesta vida) como eu e  estendo a todos eles um amoroso abraço!!  Para os papais mais experientes também..  !!
Dois papais babões e três gerações de Paulinos para ver o mundo com mais simplicidade e amor.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Copa do Mundo e o jogo nosso de cada dia...



"Linha de Passe"filme de Walter Sales (2008): diz muito sobre nós e o futebol 


Já resolvi meu dilema pessoal. Provavelmente irei assistir a seleção brasileira jogar. Vou torcer pelo Brasil, mas minha torcida vai além das quatro linhas do gramado.  A torcida vai para que toda turma que acordou ano passado (porque sei que tem uma parcela que sempre esteve atuando e bem acordada) perceba que até na sua participação para um país melhor é preciso aprendizagem.  Cidadania não é algo que se aprende de uma dia para o outro ou na véspera de uma grande evento.   Exigir que nossos representantes trabalhem, prestem contas, sejam transparentes é algo que requer de nós persistência, continuidade e reflexão. Qualidades estas, que vão nos dando maturidade. O que faz o vereador a quem você paga o salário? Como temos fiscalizado aqueles que se dizem nossos representantes? Aqui em Aracaju eles bem que poderiam discutir o Plano Diretor aquele conjunto de leis que determina como a cidade deve funcionar, o que e onde pode ser construído.. isso na certa poderia implicar em debates sobre que tipo de cidade queremos. Mas voltando à Copa do Mundo.  Gosto de futebol claro, vibrei com os dribles mágicos de um Maradona que fez “fila” em praticamente toda uma seleção de ingleses. Gosto como jogamos.
            
              Mas torcer por  um time não me impede de discordar com a copa foi organizada, com  sua  lógica.  Não cair em extremos é algo que deve sempre passar nas cabeças das pessoas que tem bom-senso e buscam se aprofundar nas questões. E se tem uma coisa que é positiva nesse mega-evento é que a Copa tem sido uma boa provocação para que o brasileiro discuta o seu país.  Mas nessa discussão é fundamental que cada um olhe para “o seu umbigo”, como diria a Tia Maroca.  A Copa e todo o contexto que vivemos pode dar um “solavanco” no agir cidadão. Pode servir para que o brasileiro reflita diretamente sobre seus atos coletivos ou os prejuízos da ausência deles.  Que possamos pensar qual a nossa responsabilidade nessa história toda.   

Inúmeros são os discursos e poucas são as atitudes.  Saímos de uma ditadura militar recente que nos impediu de participar e ter voz. Com muita luta de uma geração anterior à minha, a democracia foi conquistada.  Mas uma coisa é certa: essa democracia agora precisa ser aprimorada, melhorada. É necessário que se estimule a participação,  que se trabalhe de forma educativa.  Ir às ruas foi um grande exemplo da necessidade urgente e de se repensar as nossas instituições, nossa forma de representação e a nossa cidadania. Cidadania  entendida como atendimento aos direitos básicos –educação, moradia, mobilidade, saúde – de qualidade e cumprimento dos deveres de cada um.

Canalizar e tornar mais madura... essa participação esses são princípios que irão de fato trazer mudança.  O bom e contínuo trabalho de uma educação política que estimule a participação, o senso crítico, o pensar e o agir coletivos.  Existem diversas formas de agir como cidadão ativo. Ir além do voto (afinal o voto é aquela carta em branco: se não cobrarmos o sujeito eleito, ele a escreve como quer).  Desde as instâncias mais formais como Conselhos Escolares, de Saúde, de Segurança Comunitária... mas  também  prestar algum serviço voluntário na  escola de seu bairro, cobrar do prefeito ou do secretário aquela melhoria, se juntar para espalhar poesia pela cidade (como o Sarau Debaixo – toda última terça feira do mês debaixo do Viaduto do Dia). As formas são as mais variadas.  A indignação se torna uma ferramenta poderosa e transformadora quando percebemos que é ma palavra composta também por “ação”.  Uma ação que deve ser positiva e que busque melhorias. Estou reclamando da quantidade de meninos nas ruas?  Conheço o conselho tutelar da minha cidade ou algum orfanato que precise de ajuda? Quais são as políticas públicas para criança que prefeitura e governos estadual e federal oferecem?


Demorei para perceber isso, mas uma coisa  é certa: reclamar, criticar de forma vazia às vezes só piora mais a situação do que ajuda. Cria-se um clima de pessimismo que nos impede de avançar na busca de soluções concretas.   A Copa dá o direito de indignar-se, mas está mais do que na hora de percebermos que agir é um dever de cada brasileiro.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Mundo, Mundo vasto Menino

Animação brasileira e segundo longa-metragem de Alê Abreu, "O Menino e O Mundo" reúne realidade e magia em traços simples




O mundo pelo olhar de um menino.  A frase é simples, mas o significado pode ser profundo.  Coisas simples também podem ser geniais e dizer muito. Simplicidade de uma boa música: como Three Little Birds (Bob Marley)  ou em um poema Haikai japonês no qual em apenas três  linhas conectam-se harmonicamente idéias passando recados,às vezes belos e profundos.

Simplicidade está na história de "O Menino e Mundo" (2003) segundo longa metragem do paulistano Alê Abreu. Simplicidade de traços,  simplicidade na narrativa. Mas não por isso menos genial e belo.Pouquíssimos diálogos com um dialeto próprio de um mundo mágico (mas ao mesmo tempo tão próximo a realidade). Diálogos poucos e guturais.  Seja na conversa da mãe com o pai do menino, ou até mesmo  na voz impostada de uma dupla de apresentadores do telejornal. Os diálogos não tem legenda,mas entendemos tudo. 

Mas que Mundo é esse? Um mundo em que o menino sai em disparada atrás de um pai que partiu em busca de um trabalho. Um mundo com  cores de um bailado de rua com músicas que alimentam esperança. Mas também um mundo que  cruel, de cores escuras,  mundo do consumo, do trabalho ou da falta dele, mundo onde se vive longe de onde se trabalha.  Isso tudo está lá na simples corrida de uma vila até uma cidade grande. Em um mundo que cabem muitos mundos.

Durante 80 minutos o menino que sai correndo em busca do pai, passa por muitos lugares e  (re)conhece outros personagens. Nessa jornada  entendi dois recados do menino: 1) o  nossa maior jornada sempre está ligada ao crescimento de nós mesmos. 2) A arte tem uma força  incrível de reforçar utopias cultivar esperanças tão essenciais em um  "admirável mundo moderno". Mundo moderno que falhou e ainda falha em vários da boa humanidade que há em nós.

 Como um bom Haikai,  "O Menino e O Mundo" fecha seu ciclo de forma simples e harmônica. E por falar em harmonia... a trilha fez um feliz casamento do filme. Seja na poesia de Emicida que nos dá uma instigada para sair o cinema pensando no mundo quando os créditos finais sobem; Ou nas melodias instrumentais que funcionam como uma "espinha dorsal". A música reforça encontros, emoções e  a memória do menino como no momento em que escuta a flauta de pífano do pai.

Nem tanto pela estética, mas pelo conteúdo  a animação de Alê Abreu me remeteu a outra obra   “L’homme qui plantait des arbres” (O homem que plantava árvores, de 1987), dirigido por Fréderic Back.  A produção, se não me engano franco-canadense, é baseada em um conto do romancista francês Jean Giono, de 1953 e também traz dois mundos só que sob ótica de um velho pastor que se dedicava a plantar carvalhos.  O filme também meche com cores e esperanças. "O Homem que planta árvores" ganhou vários prêmios: Oscar (1988), Annecy (um dos mais tradicionais festivais de animação do mundo que existe há 45 anos), (1987), Festival Internacional de Ottawa (1988).


Apesar de lançado em 2014 "O Menino e o Mundo" Alê Abreu também já coleciona prêmios em Cuba, Otawa, Mostra Internacional de São Paulo. Uma coisa é certa: o maior prêmio para uma animação desse porte é sua maior circulação, portanto se estiver passando na sua cidade vale conferir."O Menino e O Mundo" -  é uma boa metáfora do mundo real, do mundo que queremos e do mundo que ainda não nos libertamos.  Vem a calhar numa época de efervescência o Brasil atravessa, ou que, de certa forma, em vários países de nosso mesmo mundo atravessam.  

terça-feira, 24 de abril de 2012

Na madrugada...

Na madrugada de sonos tranquilos e consciências adormecidas.  Relembro uma "velha" postagem do facebook.. que lancei um desafio:

Onde está o debate sobre financimanto de campanhas políticas? Desafio os candidatos às prefeituras da Região Metropolitana de Aracaju (Aracaju, São Cristóvão, Socorro, etc) explanarem de forma transparente e objetiva da onde vem o dinheiro de suas campanhas?


Vale  aqui publicar os comentários..

... de Rian Santos: "Aí vai ser que nem na música de Bezerra da Silva. Não fica um, meu irmão! rsrs"

e

... do grande prof. Zezito Oliveira:  "Se há um aspecto positivo dessa cachoeira de escândalo, sem dúvida um desses é acender a discussão sobre a reforma politica, a mãe de todas as reformas. Pois como sabemos, cassar politicos corruptos é necessário, porém sem enfrentar a discussão sobre o financiamento, assistiremos tão somente a um repetido e enfadonho capitulo da novela 'sacanagem na politica'."

O convite é extensivo a qualquer município brasileiro.

Às 4h01  da matina na minha cidadania insone começo, então, a executar a campanha  #contalimpa  ... quem não teto de vidro que atire a primera pedra.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Mano Chao, Faixas Dançantes e Cadeiras Voadoras - o pão e circo também tem suas surpresas....

Sempre fui um crítico festivo de grandes eventos. Ou seja, vou a festivais como Verão Sergipe, Projeto Verão, curto as atrações de qualidade e de graça, mas continuo acreditando que a grana desses evento poderia ser mlhor aplicada em ações que fizessem a arte a cultura entrar e transmormar melhor a vida das pessoas. Mas isso é papo para outros posts... aqui vou falar de boas supresas que, às vezes, esses festivais proporcionam.

Neste sábado (11) o cantor francês, MANO CHAO como era de esperar fez um ótimo show dançante e apresentou algumas coisas novas no repertório. O cantor que tem um nome de origem Basco. (Aqui vale abrir um parênteses - o País Basco é uma região cultural entre a França e Espanha com língua própria e que vive lutando por sua automonimia, lá existem também alguns grupos extremistas como o ETA). Talvez também dessa origem Basco venha o engajamento de Mano Chao que já morou no Rio de Janeiro, tocou em acampentos do MST... Suas letras falam de impactos de um mundo globalizado e sempre está antenado aos movimentos sociais. O show tem uma dinâmica legal de acelerar as músicas de depois dar uma cadenciada em um reggae gostoso. Altamente recomendável dançar de pés descalsos na areia da praia com bons amigos ao lado.

Como era de esperar também, ele não conseguiu superar o show de 2009 também no Projeto Verão aqui em Aracaju. Não sei se é poque eu estava mais animado naquele ano, ou pelo fato de, naquele show, Mano Chao ter trazido a banda completa - metais, acordeon e um figura que no meio do show fez uma interessante apresentação numa língua completamente diferente, algo parecido com árabe.. acho.

Mesmo assim ainda é um ótimo show, mesmo com as frases de sempre para instigar o público: "Chacinha de Eldoraaaad".... fazendo referência a Chacina de Eldorado na música "Rádio Buemba" ou então animando o público "Aê Aracachuuuuu".

Como cheguei na metade do show, senti falta de duas Músicas muito boas do repertório (talvez já tivessem sido executadas antes): Mr. Bobby , que clama por uma "boa canção" ao velho Bobby Marley para aliviar as dores dos novos tempos e La Vida Tambola, uma bela homenagem ao grande atacante Don Dieguito Maradona.

FAIXA DANÇANTE - Uma das boas surpresas do show não estava no palco mas fora dele. Uma turma que encontrou uma criativa forma de protestar. Durante boa parte do show seguraram a faixa "Mano Chao, O Rappa e Reação são contra o aumento da passagem de ônibus R$ 2,52 é um roubo!". Depois de muita insitência a faixa dançante conseguiu arrancar por duas vezes o grito de Mano Chao: "Passeeee Livre...!", levando a alegria parte do público que utiliza o tranporte coletivo da cidade e na certa causando algum incomodo em figuras do camarote da prefeitura.

No show seguinte O Rappa vez o mais do mesmo e nada de novo. Claro que animou o público mais que Mano Chao, todos sabiam cantar seus sucessos que já foram muito executados na MTV e rádios em geral. Certo que há letras muito boas "Minha Alma", e adptação de "Hey Joe" (se você não conhece o original confira.... é algo básico... claaaássico é sempre clássico), "Lado A Lado B". Mas, para mim, o show d'O Rappa é sempre mais do mesmo.

CADEIRA VOADORA - Nesse caso o que valeu no show foi poder escutar de Dom Marquito Vieira a história da "Cadeira Voadora" que ele presenciou na Praia da Caueira no show de Biquine Cavadão. Marquito, que é um excelente repórter fotográfico, estava de folga no momento. Mas ficou na memória a cena de poesia e solidariedade. E como marcou tamnbém os integrantes da banda, a Biquine Cavadão um belo registro em seu blog oficial...

http://biquinicavadao.uol.com.br/blog/?p=1716

OBS.: Além da carona solidária e ótima companhia de Alvelar Jr. e Mel durante boa parte da noite, outro momento muito Bacana foi, depois de cansado, experimentar um gostoso Kebab do El Turco apresentado e patrocinado (tem amigo quebrado, quem pode..) pelo grande Repolho Zambrana e Aline da Clã Aragão.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ir e vir.. nos dias de fim de mundo - Passgeiros "tomam" trem em SP e em Aracaju "Movimento Não Pago" vai as ruas do calçadão


"Eu sou apenas uma tecla do piano..
eu vivo o cotidiano do apocalipse.

Porque... todo dia é o fim do mundo.
todo dia tem que respirar mais fundo..."

- Lula Queiroga (1)


A notícia do link abaixo:
"Passageiros da Super via causam tumulto e "tomam" trem após problemas técnicos"
.. diz muito dos novos tempos. Um população maltratada por um transporte público de péssima qualidade cedo ou tarde explode sua revolta.

É claro que essa revolta tem muitas outras razões que a maior parte da população: baixos salários, passar mais de duas horas diárias para se descolar de casa ao trabalho, superlotação no transporte, faltas de lazer e cultura acessíveis e de qualidade.

O cidadão da vida contemporânea cedo ou trade busca sua válvula de escape, já que a maioria dos gestores púlbicos são ineficientes para resolver esses problemas. Claro! O prefeito de São Paulo nem o Diretor da "Super Via" não pegam metrô todo dia e nem precisam sustentar a família com um salário mínimo...

EM ARACAJU - Capital que se intitula cidade da qualidade de vida, os problemas do trânsito, guardada as devidas porporcões, já flertam com as grandes capitais: pouco espaço para uma forta aproximada de 250 mil veículos e um transporte público de péssima qualidade.
Nesse último ponto fico feliz com a mobilização do "Movimento Não Pago" formado no caldo grosso por estudantes universitários e apoiado entidades sindicais e civis.

A atual bandeira é discutir porque aceitar um aumento de 12% se a qualidade do transporte continua a mesma: frota mal revisada, ônibus lotados e que vivem atrasando nos horários.
E para acompanhar o movimento, vale observar esse vídeo que a turma fez.. uma idéia simples mas com bons resultados levar um artista de rua pra repercutir com a população o aumento da passagem:


video



http://www.youtube.com/watch?v=gGekDVj-qYI

Acompanhe o "Movimento Não Pago" curitndo a página deles no Facebook:

http://www.facebook.com/pages/Movimento-N%C3%A3o-Pago-Por-um-transporte-p%C3%BAblico-gratuito-e-de-qualidade/161685320606158

(1)
"Todo Dia é o fim do Mundo" -novo cd de Lula Queiroga

Blog do Movimento Não Pago:

http://naopago.tumblr.com/